À noite

Debruço-me sobre o teclado do portátil, tento aguentar o peso, demasiado, da minha cabeça. A noite já vai longa, as saudades mais longas estão. Os olhos já se fecham perante a luz mais intensa que algumas páginas insistem em deitar cá para fora. Se pelo menos tu estivesses aqui, se pelo menos eu conseguisse sentir esse teu perfume tão característico, se esta alma que me dói te trouxesse.

Se, se sem fim,.

Alimento-me das saudades, bebo das lágrimas salgadas que choram a tua ausência, vejo-te em todo o lado, desde o muro abandonado, ao sofá desarrumado. Nem tudo são rosas, se bem que para mim tu até poderias ser uma rosa com espinhos, trataria de ti com a maior vaidade do mundo, extrairia esses mal amados espinhos, mantinha toda a beleza que ostentas, exibia-te numa longa e bonita jarra de cristal que reluziria perante a intensidade do sol nas tardes de verão.


Só espero que venhas rápido, que sejas uma rosa, ou que sejas apenas tu .

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