A cidade testemunhava os efémeros encontros, casuais, inocentes talvez. Nada era por acaso, a vida não é um acaso, não se esbate em coincidências, não se reproduz em linhas tortas de um caderno amachucado, não.
Isolaram-se do mundo, viviam dentro de uma bola de cristal, transparente, inerte na sociedade. Eram eles, Isoladamente acompanhados diriam. Só se precisavam a eles, mais um que fosse, seria um a mais,
Passaram da cidade ao escuro, propositado, da casa, continuamente afastados da realidade alheia, mas juntos na realidade deles. Era sombrio mas acolhedor aquele quarto,frio mas aquecido pelas mentes não manipuladas dos dois. Passaram a ser a testemunha um do outro, juraram amor impróprio , mas verdadeiro. Juraram-se, e choraram.
Não se destinaram, foram destinados.
Libertaram-se, acorrentando-se um ao outro,
Num eterno espaço entre o tempo e o acaso, mas sem acasos
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