Culpa, sem desculpa

Foi decidido acabar, decidido por ti.
A vida não é uma linha de comboio, não é uma estrada com uma brutal recta, é tudo menos isso.. 
Não podes achar, muito menos deves, que a vida gira à volta do teu bonito corpo. Abandonas-te esta relação, sem relação, por livre e espontânea vontade, com o orgulho jamais visto noutro ser-humano, causaste choro onde nunca tinha existido uma lágrima. causaste dor onde ela nunca tinha dado sinais de vida, mentiste com o dobro dos dentes que nessa boca habitam.. Isto é apenas uma pequena parte do que odeio em ti. A grande parte do ódio que aqui persiste, anos e anos depois de tudo acontecer reside no facto, de depois de tudo, conseguires passar na mesma rua que eu, com um sorriso nos lábios como que se de uma vitória tivesses acabado de sair, muito vitoriosa claro. 

O amor mora no prédio abandonado, nunca num hotel abastado.

Hoje decidi eu, decidi convencer-me que és um ser desprezível, com medo de tudo e de todos, és apenas um parasita que aqui habita.
A culpa nunca foi minha, no entanto conseguiste que ela me destrua por dentro.






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