Dominava-se pelo medo,a angustia de ter uma colecção de relacionamentos falhados fê-lo desistir à muito tempo ( demasiado,talvez), agora estava no meio daquela ponte velha feita de pedra antiga que muitas histórias guarda com certeza, à chuva, ao sabor do vento que lhe limpa a alma.
As 3 da manhã já lá vão, ao longe apenas se ouve alguns carros, é inverno e a rua não é o lugar certo para se passar uma noite. Contudo hoje é mais forte, hoje ele supera o frio, supera a dor, até supera o sorriso sarcástico dela, sorriso indecente e doloroso dizia ele.
As longas noites molhadas de lágrimas eram um passado agora, ela era apenas uma flor que foi regada demasiadas vezes, acabando por murchar, por morrer, entenda-se que a água era o amor que ele depositara nela.
Empoleirou-se sobre a ponte, as luzes dos candeeiros permitia olhar o seu reflexo na agua limpa daquele rio, nesse momento sentiu-se livre, como que se de uma cela acabasse de sair, a prisão da vida libertou-o, era inocente desde o principio, agora era só ele e o seu reflexo.

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