Era o mundo dele, se houvesse um humano que metaforizasse o mundo, seria ela, para ele.
Mais triste que a solidão só o facto de nos sentir-mos sozinhos mesmo tendo alguém que nos acompanhe.
As noites mal dormidas, ocupadas com um qualquer pensamento dela, ele recordava, rebobinava, acelerava e pausava os momentos que passou com ela.
-Nós estamos bem Teresa?
-Claro que estamos...
Pior que uma relação mal conversada, só uma relação onde se conversa sem palavras, sem gestos, sem carinho. Como era escura a relação dele, lutava sozinho contra tudo e todos, ás vezes contra ele próprio.
Era constantemente derrubado pelo monte de mentiras, por um sem fim de histórias mal contadas.
Um dia sentou-se no chão frio do seu quarto e decidiu que era o momento de parar.

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